Na manhã de sexta-feira, 21 de março de 2025, recebemos na escola-sede do agrupamento dois membros diretivos da Asociación para a Recuperación da Memoria Histórica do Campo de Concentración de Camposancos e a Fosa Común de Sestás, da cidade vizinha galega de A Guarda: José Manuel Freitas e Uris Guisantes, para um evento integrado nas III Xornadas de Memoria Histórica. Perante um auditório da Biblioteca pleno de alunos de Humanidades, Artes e Economia do Ensino Secundário (também alguns de Ciências), os dois palestrantes descreveram a existência do Campo de Concentração de Camposancos na época da Guerra Civil de Espanha, onde estiveram presos, entre 1937 e 1941, três milhares de sindicalistas e militantes republicanos — muitos foram ali torturados e assassinados —, detidos pelas forças falangistas (fascistas) comandadas por Francisco Franco. Ao fim da tarde, os mesmos palestrantes realizaram uma sessão sobre a mesma temática na Biblioteca Municipal de Caminha, aberta ao público em geral, que também foi muito participada.
(o cartaz do evento foi idealizado pelo professor Fernando Borlido)
Para memória futura, transcrevem-se alguns dados sobre a relação do nosso agrupamento com esta temática, que data de 2017, a que se seguem breves resumos biográficos dos dois palestrantes:
2025, 21 de março – III Xornadas de Memoria Histórica com sessão em Caminha (EBSC com alunos e BMC para público em geral )
2024, 19 de março - II Xornadas de Memoria Histórica: Prof. Paulo Torres Bento foi ao IES Sangriña (manhã) + Sala de Plenos do Concelho de A Guarda (noite)
2023, março/abril - I Xornadas de Memoria Histórica em A Guarda.
2021, novembro - Apresentação da Unidade Didáctica sobre o tema no Museu de Caminha aos professores de História do AECC.
2020 - Fundação da Asociación para a Recuperación da Memoria Histórica do Campo de Concentración de Camposancos e a Fosa Común de Sestás - apresentada publicamente no dia 11 de xuño de 2021, na Escola da Poza, de Camposancos.
2017, 28 de abril - Mais de uma centena de alunos do AECC visita o Colégio e a Fossa Comum de Sestás no Cemitério de Camposancos na sequência de um atividade/concurso escolar subordinado ao tema da Guerra Civil de Espanha.
2017, 29 de abril - Colóquio em Caminha no Teatro Valadares subordinado ao tema "80 anos da Guerra Civil de Espanha" com Fernando Rosas, Xosé Manuel Malheiro Gutiérrez, entre outros. Foi exibido o documentário galego “Memorial de Camposancos” (2007), apresentado por um dos seus realizadores, José (Pepe) Ballesta.
--------------------------------------------------------------------
JOSÉ ANTÓNIO URIS GUISANTES
Nasceu na década de quarenta em A Guarda e, desde a adolescência, foi profissional de Farmácia e também de enfermaria sempre que necessário. Foi fundador e Presidente desde a sua fundação até 1985 — e Secretário até 1997 — da Agrupación Cultural Guardesa. Nos primeiros tempos democráticos de Espanha, após 1976, implicou-se ativamente na vida sindical através de CCOO da Guarda, além de militar no PSdeG de A Guarda. Foi durante duas décadas, entre 1990 e 2010, Presidente da Érguete Baixo Miño, associação de luta contra a droga e apoio aos toxicodependentes. Historiador autodidata, tem publicados numerosos artigos sobre a História da Guarda na página web: www.galiciasuroeste.info e, em 2022, foi coautor com Victor Manuel Santidrián Arias do livro "A porta do inferno. O campo de concentración de Camposancos". Neste capítulo da preservação da história, da cultura e da memória de A Guarda é colaborador do Proxecto Socheo — iniciativa que inventaria e salvaguarda o património audiovisual local — e, desde 2020, é fundador e vice-presidente da Asociación para a Recuperación da Memoria Histórica do Campo de Concentración de Camposancos e a Fosa Común de Sestás. Em fevereiro de 2024 recebeu do Sindicato Nacional de Comisións Obreiras de Galicia (CCOO) e da Fundación 10 de Marzo, o Prémio 10 de Marzo, que destaca trajetórias vitais e profissionais comprometidas com a luta pelas liberdades e pelos direitos da classe trabalhadora.
JOSÉ MANUEL DOMÍNGUEZ FREITAS
José Manuel Domínguez Freitas, nasceu en Camposancos (A Guarda) em 1954 e exerceu a profissão de professor durante 35 anos no Colégio Público de Educação Manuel Suárez Marquier, no Rosal. Militante e dirigente do PSdeG, foi alcaide de A Guarda, o primeiro socialista, desde 1999 até ao ano 2000 e, novamente, desde 2007 até 2015, quando após 28 anos de política partidária ativa decidiu não se recandidatar a mais um mandato. É desde a sua fundação, em 2020, Presidente da Asociación para a Recuperación da Memoria Histórica do Campo de Concentración de Camposancos e a Fosa Común de Sestás.